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sexta-feira, 6 de março de 2009

"do Amor e da Espada" - poemas à guitarra parte I e II






...e fechando com chave de ouro...



No arco da manhã
abriram-se as portas
e eu passei por ti
etérea beleza
da terra e da vida
que cedo bebi

Nos beirais da tarde
ergueram-se as palavras
e eu cantei por ti
eterna certeza
magia da vida
que encontrei aqui

No ventre da noite
criaram-se as luzes
e eu sonhei por ti
tão grande é o mundo
de um homem sozinho
que chora e sorri

Dádiva do mundo
que teu sentido bebe
um sentir tão fundo
que a lágrima descreve
Dádiva do mundo
tão densa e tão breve
(poema, música e interpretação: João Cágado)

"Algo É Nosso" - Magna Terra




e o terceiro tema da noite...pura poesia com música:)

quinta-feira, 5 de março de 2009

"do Amor e da Espada" - tertulia parte IV




em defesa do rock, deste rock em especial... "Magna Terra"(João Cágado & Manuel Dias), como símbolo da minha ligação ao Alentejo:)
neste excerto, o primeiro tema: "Guardador De Rebanhos"

"do Amor e da Espada"- tertulia-parte III




Rodrigues Dias com "tese, antítese e síntese", ou a descoberta de que às vezes também está poeta...uma delícia:)

"do Amor e da Espada" - tertulia ( fim parte II )

"do Amor e da Espada" - tertulia parte II (cont.)

tarefa do inútil - aam

vencida a batalha com o ulead, cá estou a dar início à colocação de imagens em vídeo...espero que se divirtam:)




parte 1- um prefaciador que se recusa a apresentar um livro, porque entende que não há iluminados que digam às pessoas o que é um livro, antes destas o lerem e retirarem as suas próprias ilações...

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

lançamento "do Amor e da Espada" ; algumas imagens




Deixo-vos algumas imagens da noite fantástica do passado dia 21 de Fevereiro;
breve acrescentarei excertos do que foi dito, musicado, poetado e vivido nesse serão.
Esse, o vivido, só possível devido a todas as pessoas que estiveram presentes: amigos, familiares, conhecidos e desconhecidos...todos!
Muito obrigada.
Até breve.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

"do Amor e da Espada"- lançamento



Da Fixação como Resistência.

Todo o século vinte reflectiu a pujança da alteridade, na sequência de uma certa carta que Rimbaud escreveu a Verlaine onde profetizava: Je est un autre. A poesia portuguesa, porém, inscreveu a alteridade logo na sua raiz, nas cantigas de amigo onde o amigo se alterava em amiga.
O outro é assim a matriz medieval dos textos fundadores e voltará, pela mão do romantismo a essa fundação seja pelos pseudónimos seja pelos alterónimos. Uma outra tradição fundacional é aquela que chega pelos textos árabes de Al-Mutamid,Ibn-al-murahal ou Ibn-Ammar. Neles a cisão autoral não se verifica e a fragmentação em papéis não é vertida em texto.
Talvez a posmodernidade seja, pela indefinição, o colapso da alteridade e a busca da inteireza ou do veraz.Tal altericídio, porém,não parece restituir o eu por muita negação do ego que seja praticada. O eu, como mito necessário e realidade fisiológica, aparenta-se sempre ao outro que o espelha ou distingue.
Ao ler estes textos de Teresa Cuco, estas reflexões impõem-se-me como nuvem de onde seja possível chover pensamento.
Teresa Cuco pratica uma atinência ao outro, sem no entanto se alterar em voz do outro. A estética mais aguda é, nela, a estética da recepção. Talvez de uma recepção inteira da qual não salvaguarda nenhuma parte neuro-emocional para praticar o póstumo. Esta resistência ao outro (a não mudança, a fixação no outro) traz como resgate a memória impregnada como lição aprendida em Simónides. O teatro da memória, nas ritualidades do quotidiano e antropoculturais, apresenta cada vez mais espectadores e cada vez menos viventes. O sistema de trocas, aparentemente terapêutico, processa-se pelo continuum, pela velocidade contra o sedimento. Muito raro haver quem, como Teresa Cuco, não se deslumbre com o instantâneo e consiga a permanência do invisível.
Ou, como diz Marina Tsevetaeva: “Não é possível dividir-te/em cadáver e fantasma./Não te trocarei pelo fumo dos incensos/Ou pelas flores das campas.”
alberto augusto miranda, in Prefácio, do Amor e da Espada, Teresa Cuco, Editora Corpos, 2008

[Une-nos o silêncio mágico da terra.
O arrepio das memórias das ausências.
Une-nos o espaço em branco
das palavras.
E o poema...
sempre o poema.]

Teresa Cuco, in do Amor e da Espada

As presenças:

Alberto Augusto Miranda, prefaciando...

Poemando... Margarida Morgado, Eduardo Raposo, Davide Santos e Ana de Sousa.

Musicando, nesta noite tão especial, João Cágado e Manuel Dias, com 3 temas de "Magna Terra":

- Guardador De Rebanhos
- Avondo De Mim
- Algo É Nosso

Improvisando... João Cágado, à guitarra, e os poemas de Teresa Cuco pela voz da própria!
e
concluindo... com o tema de encerramento da noite:
- Dádiva Do Mundo